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Flipoços - Dias 5-7

Entre os dias 5 e 7 de evento, tivemos de dar uma escapada da feira para viajar de volta a São Paulo, portanto não conseguimos ver muita coisa - razão pela qual os três dias foram compactados num post só - mas enfim... o que deu pra ver valeu a pena!

 

Na quarta-feira, em pleno feriado de primeiro de maio, começamos o dia com a mesa "As mães dos livros infantis, bem distantes da realidade", ministrada pela psicanalista Silvia Lobo (autora do livro Mães que fazem mal), que discorreu sobre as imagens maternas apresentadas pelas histórias para crianças. A palestrante falou sobre os estágios de desenvolvimento da infância, mostrando que nos primeiros anos as crianças precisam de certas dicotomias e simplificações para entrar no mundo com estabilidade, mas que no decorrer do tempo é preciso apresentar-lhes novas experiências de leitura, que falem de perdas, fracassos, erros... e que proporcionem um desenvolvimento psicológico e social saudável.

 

 

Segundo a palestrante, a dicotomia "mãe boa x madrasta má" está muito distante da realidade, pois enquanto as mães e crianças da realidade são múltiplas, as da ficção são padronizadas. "Todas somos mães e madrastas", disse Lobo. "E o melhor que podemos entregar para nossos filhos somos nós mesmas". Para a escritora, devemos nos questionar continuamente sobre as ideologias que defendemos e nossos padrões de maternidade e feminino. "Precisamos pensar e ensinar as crianças a pensarem também: daquilo que eu digo, o que é meu? E o que é que eu peguei emprestado sem pensar a respeito?". Clique aqui para assistir a um vídeo da autora falando sobre o livro.

 

No dia seguinte, pela manhã, tivemos o prazer de assistir à escritora Rosana Rios, que aproveitou a Flipoços para lançar o seu mais novo livro: A filha do alquimista. A autora, que vem trabalhando exclusivamente com literatura infantil e juvenil, desde 1988, falou a estudantes de várias escolas, dando dicas de escrita e apresentando sua obra. "Você pode escrever sobre qualquer coisa doida que vier na sua cabeça", disse Rios. "Mas é preciso comprometimento. Vou contar um segredo para vocês: inspiração não existe [...] o escritor precisa ser um bom leitor e um bom pesquisador". Clique aqui para ler um trecho do livro.

 

 

Em sequência, recebemos no Teatro da Urca as autoras Andrea Viviana Taubman e Anna Claudia Ramos, para a mesa: "Aquilo que ninguém vê - a história por trás da história". As escritoras falaram sobre o processo de escrita conjunta do livro, os bastidores da obra, e principalmente sobre a mulher que as inspirou: Anália Franco. A história do encontro entre André e Benjamin traz, na verdade, uma homenagem a essa figura extraordinária que revolucionou a educação brasileira, acolhendo a todos sem distinção, em um tempo em que a cor da pele determinava quem era cidadão. Crianças de todas as idades puderam participar da palestra, fazer perguntas e expor reflexões como a do Diogo, que chegou à conclusão aparentemente simples de que "não adianta a gente só pensar o bem. A gente tem que demonstrar nas nossas ações, porque ninguém vê o pensamento dos outros". Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

 

 

E depois do bate-e-volta a São Paulo, o que dizer da mesa "Periferia sem fronteiras", com a presença de Michel Yakini e mediação de Jéssica Balbino? Mas antes de falar dessa dupla, não poderíamos deixar de destacar o sarau de abertura da mesa, que ficou a cargo dos alunos do professor Vinícius, da Escola Padrão. Sem medo do microfone, os convidados fizeram denúncias muito politizadas, por meio de seus versos, ao racismo e à violência, mas também falaram de amor, amizade e dos dilemas da adolescência. Foi talento pra aplaudir de pé!

 

 

O tema central do bate-papo foi a questão de como romper as fronteiras da periferia por meio do arte, mas é claro que a conversa extrapolou para uma série de outros tópicos, como a intuição criativa, os diferentes momentos de produção de um livro, o mercado literário e o público leitor brasileiro. Michel Yakini, que também é arte-educador em Pirituba (São Paulo/SP), falou ainda sobre o seu novo romance Amanhã quero ser vento e nos contou um pouquinho de sua trajetória, sempre  convicto daquilo que acredita e muito autoconsciente, tanto de sua luta, quanto dos seus processos de escrita. "O texto mais potente, hoje, não está só nas livrarias, ou nas bibliotecas, está na rua também", disse o autor. "A poesia está em todo lugar. A poesia é uma capacidade humana". Para saber mais sobre o novo romance de Yakini, clique aqui.

 

 

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