RECANTO DA PROSA

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  • Aline Caixeta Rodrigues

6 livros sobre contos de fadas

Conforme anunciado no começo de outubro, tenho dedicado toda a programação do mês a um tema do qual amo falar, que são os contos de fadas. (Se você ainda não está a par, confira o calendário de eventos no post Outubro encantado). E hoje vim deixar uma lista com sugestões de leitura sobre o assunto, contendo 6 livros que têm me acompanhado nas últimas semanas e me servido de referência tanto para o projeto Contos de fadas na cozinha, quanto para os minicursos: As múltiplas faces dos contos de fadas (19 e 20/10) e As faces sombrias dos contos de fadas (30/10) - que, modéstia à parte, estão com uma programação muito legal. As aulas ficarão gravadas com exclusividade para os alunos da turma por um mês e podem ser parceladas em até 6 vezes de R$5,61 (!) Sério. É isso mesmo.


Na lista abaixo, encontram-se: três livros teóricos, duas compilações de contos tradicionais e uma coletânea maravilhosa de uma autora contemporânea brasileira, que é uma tremenda referência no gênero e por quem tenho uma profunda admiração. Vem comigo!



A psicanálise dos contos de fadas, Bruno Bettelheim. Segundo o Library Journal, A psicanálise dos contos de fadas é "um manual indispensável para os que lidam com o desenvolvimento infantil e a literatura infantil, e uma leitura fascinante para todos os interessados em psicologia humana" - o que, no meu caso, abrange todas as categorias. O livro é um clássico consagrado há 44 anos no mercado; e embora eu tenha algumas questões com ele, sua contribuição para o estudo do tema é inegável. Além disso, concordo em 100 por cento com a defesa que o autor faz da importância das histórias de fadas para o desenvolvimento cognitivo das crianças e gosto do nível de profundidade que ele atinge na análise de cada conto. A leitura é um pouco mais densa do que a dos outros dois abaixo, mas recomendo mesmo assim.


Fadas no divã, Diana e Mário Corso. Numa pegada parecida com o anterior, Fadas no divã propõe uma leitura psicanalítica dos contos de fadas, mas agora com uma linguagem mais contemporânea e acessível. O livro é organizado por meio de breves ensaios relativamente independentes, então você pode escolher três "modos de usar" sugeridos pelos autores: (1) "Aleatório: para quem se interessa por literatura e quer saber mais sobre seus contos ou histórias preferidos. Nesse caso, sugerimos que vá direto aos capítulos que lhe chamarem a atenção, sem preâmbulos"; (2) "Sistemático: para quem está interessado em compreender a infância, trabalha com crianças ou estuda psicanálise, psicologia, psiquiatria, pedagogia ou disciplinas afins"; e (3) "Para todos: para uma pessoa que pode ser leiga, mas que por razões de trabalho, paternidade, ou por ser um curioso sobre a alma humana, quer saber mais sobre as histórias infantis de ontem e hoje".

O lado sombrio dos contos de fadas, Karin Hueck. Publicado pela Superinteressante, este livro aborda as origens dos contos de fadas, com curiosidades históricas, referências contextuais, possíveis interpretações das histórias clássicas e muito, muito humor. Numa linguagem super descontraída, Karin Hueck propõe uma releitura inteligente e bem embasada dos contos, que defende a importância de se olhar para o que há de mais sombrio e misterioso nessas narrativas. Indico principalmente para quem não tem grandes interesses acadêmicos no tema, mas busca uma leitura fluida e divertida para matar a curiosidade.



Contos de fadas: edição comentada e ilustrada (edição, introdução e notas de Maria Tatar). este livro faz uma compilação dos contos de fadas mais conhecidos do nosso imaginário, registrados principalmente pelos maiores autores do gênero: Charles Perrault, os irmãos Grimm e Hans Christian Andersen. (Há outros, como Madame de Beaumont, responsável pelo registro de A bela e a fera; e Joseph Jacobs, dos três porquinhos e João e o pé de feijão, mas a maior parte dos textos foram escritos pelos três ali de cima). Existe uma edição de bolso, mas recomendo essa organizada pela Maria Tatar (as capas são ligeiramente diferentes, procure a que está na foto), em primeiro lugar porque ela é uma grande referência no estudo do tema e depois porque as notas e paratextos (introdução, apêndice e biografias) são muito enriquecedores. Além disso, o acervo de ilustrações é riquíssimo, contemplando grandes nomes da história do livro infantil, como Walter Crane, Gustave Doré e Edmund Dulac, apenas para citar alguns.


103 contos de fadas, Angela Carter. Com uma proposta diferente do livro anterior, Angela Carter, pesquisadora de renome mundial pelo estudo dos contos de fadas, reúne aqui uma vasta coleção de contos menos conhecidos, que saem um pouco daquele tradicional miolinho europeu, viajando para outras terras e trazendo histórias inuítes, gregas, indianas, russas, egípcias, suaílis, chinesas, marroquinas, americanas, etc. - com uma proposta central que acho absolutamente maravilhosa: o foco em personagens femininas "corajosas, ousadas e obstinadas", "espertas, jovens e astuciosas", "boas moças", "feiticeiras", "mães e filhas", "mulheres casadas" e por aí vai. Esse vale a pena mesmo ter na prateleira.



Mais de 100 histórias maravilhosas, Marina Colasanti. Eu não sei o que dizer da Marina Colasanti. Juro. Seus contos são misteriosos, inexplicáveis, falam diretamente ao inconsciente, são repletos de significados profundos e possuem o seu estilo literário inconfundível e bonito. Bonito não, lindo. É prosa, mas é poesia pura. Não são histórias feitas para se entender, mas para se sentir. São castelos, florestas e princesas imaginados por uma brasileira, ferrenha defensora dos contos de fadas (aliás, leiam o texto "Não conta pra mim" que ela postou sobre o assunto - sim, é uma senhora blogueira de 83 anos), livre de quaisquer amarras impostas pela sociedade contemporânea e que, na minha humilde opinião, já passou de hora de levar o Hans Christian Andersen - o maior prêmio mundial de literatura infantil - para casa. Agora veja o curioso de Marina Colasanti: seus textos podem ser lidos para as crianças, mas também (e acho que até mais) por adultos. Falam a qualquer idade sem distinção.


É isso, gente. Espero que tenham gostado da lista de sugestões e espero ver vocês no minicurso. Se quiserem um gostinho de como serão as aulas, assistam à live que deixei salva no canal do Recanto da Prosa clicando no título a seguir: Quem tem medo do lobo mau?


E não perca tempo para se inscrever, porque já começamos nessa segunda, dia 19! As inscrições vão até as 18h e prometo que vai ser uma delícia. :)


Saiba mais abaixo:



As múltiplas faces dos contos de fadas


Você tem alguma ideia do motivo pelo qual existem tantos lobos nas histórias de fadas? Alguma explicação para a maldade das madrastas? E o apetite das bruxas por criancinhas? Tomando como referência dois contos clássicos (um deles mais conhecido e um menos), venho te propor um mergulho nesse universo mágico, rico e simbólico.

São só dois dias, só duas horas, mas prometo que essas serão duas horas de encantamento, nas quais você poderá alargar seus horizontes culturais, entender de que forma essas histórias contribuem para o desenvolvimento cognitivo das crianças, exercitar uma leitura mais atenta que poderá ser levada para qualquer outro texto que cair em suas mãos, relembrar sua infância e, é claro, se divertir! 


Se você tem crianças em casa, trabalha com ensino infantil ou psicanálise, escreve ou é simplesmente curioso... você não vai querer perder essa.


Ah! E corre porque as vagas são limitadas. ;)


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